Por Erick Johnson.
*: Adam Baldwin também caiu perfeito para o papel do Coronel
Casey.
Em 2011, no auge dos meus 13 anos estava vivendo um
dia muito chato, cheio de adventos (Derrota no Counter Strike) tristes para um
garoto de 13 anos. Dia muito chato no qual eu achava que não iria melhorar até
o próximo. Com minhas lástimas pífias fui para a casa continuar minha
tarde com destino a lista das piores de minha vida até então. Liguei a TV, e coloquei
no 12, antigo SBT. Estava transmitindo Chuck, não o boneco
assassino, muito menos o lendário Norris. Mas sim um nerd alto, magrelo, meio
sem jeito, que trabalhava numa loja de eletrônicos, em Burbank, LA. Decidi
assistir, já que não havia muitas coisas para eu fazer naquele dia.
Estava sendo transmitido um episodio da
3ª temporada, bem maluco pra ser sincero. Porém, realmente gostei do que estava
assistindo. Fiquei ciente logo no inicio de que se tratava de uma série
cativante, essencialmente especial. Ao fim dos 40 minutos de episodio, um dia
que estava condenado a ser chato, se tornou legal. Feliz até.
Fui dormir muito contente por ter
descoberto um programa que eu gostava na TV, disse a mim mesmo que iria
acompanhar aquela série atípica. No fundo, eu sabia que era especial.
Mas eis um fato engraçado, e típico de
moleque que vivia na Lan House: No dia seguinte, esqueci-me totalmente.
Sim, simplesmente esqueci! Esqueci-me da série que me animou, e que gostei
tanto. Como pude?
Neste período, ainda havia a febre da
Lan House. Sempre que podia eu estava lá: War Games era o nome do local em que eu gastava boa parte de meu tempo livre, e
esquecia tudo jogando o que eu podia, sempre que podia, durante 3 anos, quando
ganhei um computador.
Continuei minha vida, jogando muito
mais, agora que tinha meu próprio computador, e às vezes sentindo falta das
jogatinas alucinantes na falecida War Games.
Porém, em meados de 2012, agora com quase 14 anos, um pouco
menos idiota, e consideravelmente menos feliz (Mais idade, menos felicidade),
me via ali, alternando entre olhar para o logo do Google, e subir e descer as
atualizações do Facebook, pensando falhamente no que eu poderia fazer para me
alegrar. Nesses pensamentos direcionados a falha, meus caros, ocorreu-me uma
série... Uma série que havia visto há 1 ano no SBT, a série que havia me
ajudado num dia difícil. Recordei brevemente algumas cenas e decidi
assistir. A magia da internet se fez presente e em poucos minutos, com bolachas
richesters na mão, estava assistindo ao primeiro episodio de CHUCK, meu inicio no mundo das séries.
Despendi o resto do dia assistindo,
depois a semana, incansavelmente até o término do último episodio da última
temporada. Tornou-se uma semana incrivelmente mais feliz, e ao mesmo passo
emocionante. Estava certo na primeira vez que assisti: Se tratava de uma série
especial: Começa com um cara que trabalhava na
Buy More. Um dia, um velho amigo da faculdade, manda um e-mail cheio de
segredos. E no dia seguinte, a vida dele muda de verdade, quando ele conhece
uma espiã chamada Sarah. E se apaixona.
Uma estória recheada de reviravoltas que envolvem espiões,
supercomputadores, segredos, sacrifícios, laços familiares e o mais importante:
Amor, um amor com barreiras, emocionante, que se desenvolve e fortalece a cada
cena.
Amor entre um “nerd”, meio sem jeito, mas com um grande
coração e incrivelmente sentimental, que acaba de baixar no seu cérebro após um
e-mail, – sem saber – um supercomputador com todas as informações
mundiais. E uma espiã da CIA, com poucas emoções e ligações sentimentais,
enviada a Burbank para ser guardiã de Chuck, o Intersect (nome do supercomputador).
Até este ponto, percebe-se que há o típico casal das
séries ao redor do mundo. No entanto, vejo algo mais em Chuck e Sarah. Quando
os vi pela primeira vez contracenando, quando Chuck, distraidamente, canta no
balcão da Nerd Herd, é perceptível a química entre os dois atores. Claro, sou
suspeito para falar, mas concordemos: Entre Zachary e Yvonne é perceptível uma
genuinidade incrível. A química entre os dois é algo fenomenal, algo que nunca
vi em casal algum da TV. Logo na primeira cena em que contracenaram, ficou
óbvia – para mim - a qualidade que ambos assumiriam ao longo da série. Sem
dúvida um dos mais belos casais do mundo das séries e, pra mim, o melhor. O
melhor justamente por se mostrarem tão genuínos em suas atuações,
diferenciando-os dos demais casais por coisas simples, detalhes, gestos,
olhares. Algumas vezes os produtores dão a sorte de encontrarem atores
perfeitos para protagonizar, nesse caso, uma sorte dupla*: Conseguiram
encontrar alguém parecido na vida real com o personagem proposto, e uma atriz
que parece ser tão apaixonada pela série como uma verdadeira fã, aumentando a
vontade de tornar a atuação ainda mais genuína possível. Mesmo se caçassem
ninguém seria tão apto para atuar como Chuck Bartowski e Sarah Walker quanto
Zachary Levi e Yvonne Strahovski. Há momentos em que
simplesmente não acredito que não sejam marido e mulher.
A série não fica apenas nos ombros de Chuck e
Sarah. Personagens como Morgan Grimes, Coronel Casey, Ellie, Cap. Incrível,
Lester e Jeff, a transformam ainda mais legal e divertida. Para mim, todos os
atores caíram como luvas para os personagens, não consigo ver outras pessoas
os interpretando, por melhores que sejam.
Não sou uma pessoa que se comove fácil, tenho de
ressaltar. Não obstante, pela primeira vez, com todo orgulho indo goela abaixo,
admito: Senti algo inexplicável ao assistir o último episódio novamente. A
reviravolta na quinta e ultima temporada, foi um evento totalmente triste, e
magnífico, apesar de demasiadamente triste. CHUCK será sempre recordada. Recordada por me deixar feliz em momentos
realmente sérios, e insignificantes, como o de 2 anos atrás. E principalmente
por sempre causar emoções nunca sentidas antes.
No auge dos meus 13 anos não tinha certeza de muitas
coisas, nem o que queria para mim no presente, tampouco no futuro. Hoje, com 15
anos, continuo não sabendo muito, nem tendo certeza de muitas coisas. Porém, há
algo que tenho certeza que quero para meu presente e futuro: Um amor como
Chuck e Sarah Bartowski.
**
E você? Há alguma série que te ajudou/marcou, assim como CHUCK a mim?
Comente!
Optei por falar sobre CHUCK em minha primeira matéria na coluna
sobre série por achar que seria uma boa forma de conhecer um pouco mais sobre
esse que vos escreve. Espero que tenham gostado, senhores e senhoras. Até a -
se a criatividade deixar - próxima. .
Aproposito, desculpem qualquer ato hiperbólico. :)

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