domingo, 26 de maio de 2013

Chuck: uma série especial.


Por Erick Johnson.

*: Adam Baldwin também caiu perfeito para o papel do Coronel Casey.

Em 2011, no auge dos meus 13 anos estava vivendo um dia muito chato, cheio de adventos (Derrota no Counter Strike) tristes para um garoto de 13 anos. Dia muito chato no qual eu achava que não iria melhorar até o próximo. Com minhas lástimas pífias fui para a casa continuar minha tarde com destino a lista das piores de minha vida até então. Liguei a TV, e coloquei no 12, antigo SBT. Estava transmitindo Chuck, não o boneco assassino, muito menos o lendário Norris. Mas sim um nerd alto, magrelo, meio sem jeito, que trabalhava numa loja de eletrônicos, em Burbank, LA. Decidi assistir, já que não havia muitas coisas para eu fazer naquele dia.

Estava sendo transmitido um episodio da 3ª temporada, bem maluco pra ser sincero. Porém, realmente gostei do que estava assistindo. Fiquei ciente logo no inicio de que se tratava de uma série cativante, essencialmente especial. Ao fim dos 40 minutos de episodio, um dia que estava condenado a ser chato, se tornou legal. Feliz até.

Fui dormir muito contente por ter descoberto um programa que eu gostava na TV, disse a mim mesmo que iria acompanhar aquela série atípica. No fundo, eu sabia que era especial.

Mas eis um fato engraçado, e típico de moleque que vivia na Lan House: No dia seguinte, esqueci-me totalmente. Sim, simplesmente esqueci! Esqueci-me da série que me animou, e que gostei tanto. Como pude? 


Neste período, ainda havia a febre da Lan House. Sempre que podia eu estava lá: War Games era o nome do local em que eu gastava boa parte de meu tempo livre, e esquecia tudo jogando o que eu podia, sempre que podia, durante 3 anos, quando ganhei um computador.

Continuei minha vida, jogando muito mais, agora que tinha meu próprio computador, e às vezes sentindo falta das jogatinas alucinantes na falecida War Games.

Porém, em meados de 2012, agora com quase 14 anos, um pouco menos idiota, e consideravelmente menos feliz (Mais idade, menos felicidade), me via ali, alternando entre olhar para o logo do Google, e subir e descer as atualizações do Facebook, pensando falhamente no que eu poderia fazer para me alegrar. Nesses pensamentos direcionados a falha, meus caros, ocorreu-me uma série... Uma série que havia visto há 1 ano no SBT, a série que havia me ajudado num dia difícil. Recordei brevemente algumas cenas e decidi assistir. A magia da internet se fez presente e em poucos minutos, com bolachas richesters na mão, estava assistindo ao primeiro episodio de CHUCK, meu inicio no mundo das séries.

Despendi o resto do dia assistindo, depois a semana, incansavelmente até o término do último episodio da última temporada. Tornou-se uma semana incrivelmente mais feliz, e ao mesmo passo emocionante. Estava certo na primeira vez que assisti: Se tratava de uma série especial: Começa com um cara que trabalhava na Buy More. Um dia, um velho amigo da faculdade, manda um e-mail cheio de segredos. E no dia seguinte, a vida dele muda de verdade, quando ele conhece uma espiã chamada Sarah. E se apaixona.

Uma estória recheada de reviravoltas que envolvem espiões, supercomputadores, segredos, sacrifícios, laços familiares e o mais importante: Amor, um amor com barreiras, emocionante, que se desenvolve e fortalece a cada cena.

Amor entre um “nerd”, meio sem jeito, mas com um grande coração e incrivelmente sentimental, que acaba de baixar no seu cérebro após um e-mail, – sem saber – um supercomputador com todas as informações mundiais. E uma espiã da CIA, com poucas emoções e ligações sentimentais, enviada a Burbank para ser guardiã de Chuck, o Intersect (nome do supercomputador).

Até este ponto, percebe-se que há o típico casal das séries ao redor do mundo. No entanto, vejo algo mais em Chuck e Sarah. Quando os vi pela primeira vez contracenando, quando Chuck, distraidamente, canta no balcão da Nerd Herd, é perceptível a química entre os dois atores. Claro, sou suspeito para falar, mas concordemos: Entre Zachary e Yvonne é perceptível uma genuinidade incrível. A química entre os dois é algo fenomenal, algo que nunca vi em casal algum da TV. Logo na primeira cena em que contracenaram, ficou óbvia – para mim - a qualidade que ambos assumiriam ao longo da série. Sem dúvida um dos mais belos casais do mundo das séries e, pra mim, o melhor. O melhor justamente por se mostrarem tão genuínos em suas atuações, diferenciando-os dos demais casais por coisas simples, detalhes, gestos, olhares. Algumas vezes os produtores dão a sorte de encontrarem atores perfeitos para protagonizar, nesse caso, uma sorte dupla*: Conseguiram encontrar alguém parecido na vida real com o personagem proposto, e uma atriz que parece ser tão apaixonada pela série como uma verdadeira fã, aumentando a vontade de tornar a atuação ainda mais genuína possível. Mesmo se caçassem ninguém seria tão apto para atuar como Chuck Bartowski e Sarah Walker quanto Zachary Levi e Yvonne Strahovski.  Há momentos em que simplesmente não acredito que não sejam marido e mulher.

A série não fica apenas nos ombros de Chuck e Sarah. Personagens como Morgan Grimes, Coronel Casey, Ellie, Cap. Incrível, Lester e Jeff, a transformam ainda mais legal e divertida. Para mim, todos os atores caíram como luvas para os personagens, não consigo ver outras pessoas os interpretando, por melhores que sejam.

Não sou uma pessoa que se comove fácil, tenho de ressaltar. Não obstante, pela primeira vez, com todo orgulho indo goela abaixo, admito: Senti algo inexplicável ao assistir o último episódio novamente. A reviravolta na quinta e ultima temporada, foi um evento totalmente triste, e magnífico, apesar de demasiadamente triste. CHUCK será sempre recordada. Recordada por me deixar feliz em momentos realmente sérios, e insignificantes, como o de 2 anos atrás. E principalmente por sempre causar emoções nunca sentidas antes.


No auge dos meus 13 anos não tinha certeza de muitas coisas, nem o que queria para mim no presente, tampouco no futuro. Hoje, com 15 anos, continuo não sabendo muito, nem tendo certeza de muitas coisas. Porém, há algo que tenho certeza que quero para meu presente e  futuro: Um amor como Chuck e Sarah Bartowski.
                                                              
                                                             **

E você? Há alguma série que te ajudou/marcou, assim como CHUCK a mim? Comente! 

Optei por falar sobre CHUCK em minha primeira matéria na coluna sobre série por achar que seria uma boa forma de conhecer um pouco mais sobre esse que vos escreve. Espero que tenham gostado, senhores e senhoras. Até a - se a criatividade deixar - próxima. .

Aproposito, desculpem qualquer ato hiperbólico. :)

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