Você já ouviu falar de Seung-Hyun Park? Não? E se fosse Go)Space? Melhorou? Para muitos... Não! Esse jogador foi um famoso jogador profissional de Warcraft III. Caso não saibam, pessoas são pagas para jogar em nível profissional alguns dos jogos como Warcraft III, League of Legends (LoL), DotA/DotA2, Counter Strike: Global Offensive, e outros!
Antes de continuar a respeito sobre o rapaz, um questionamento deve ser pensado: qual a relação dos jogos com a vida das pessoas? Ao contrário do que muitos pensam, jogos podem influenciar positivamente e negativamente na vida das pessoas. Temos inúmeros exemplos dos dois lados. Pelo lado negativo eu poderia citar o caso do chinês Xioyi, que tinha 13 anos em dezembro de 2004, e se matou, pulando de um prédio, deixando, em uma carta, o motivo do suicídio: ia se encontrar com os amigos de World of Warcraft e outros casos bizarros poderiam ser citados. Como também há bom motivos para elogiar os games: o também chinês Jiang Bin, 31 anos, foi o terceiro colocado em uma competição nacional de habilidades médicas, sendo ele o mais jovem entre os colocados. Ele atribuiu boa parte de seu rendimento ao Counter Strike 1.6, que deu a ele boa coordenação.
E o caso de
Go)Space? Esse jovem rapaz sofria de distrofia muscular (há relação com o
problema de Stephen Hawking, caso alguém esteja curioso) desde os 11 anos. Com
dificuldade para ler sozinho, sair, só podendo então apenas mover os dedos,
como ele próprio disse, não havia praticamente nada o que fazer. Mesmo com as
limitações físicas, o jovem jamais desistiu de ser um jogador top, e ele
conseguiu! Venceu diversos torneios online e sempre estava presente entre os
grandes. Em 2008, inclusive, com a ajuda da organização fnatic, ele pôde
disputar um torneio em lan, mesmo com várias condições adversas e seus
problemas de saúde.
Space jogava
com a raça Undead (morto vivo), e de ‘undead’, ele não tinha nada. Era conhecido por ser uma pessoa extremamente carismática,
um exemplo de força e coragem. Infelizmente, aos 23 anos, o jovem talento
abandonou este mundo que vivemos para, quem sabe, ser feliz em outra vida,
sabe-se lá. O que fica é o legado que os jogos podem trazer para a felicidade
de um indivíduo, quando utilizados com um bom propósito. Graças a força de
vontade de um valente rapaz, a dor de sua morte foi aliviada. Quem sabe, assim,
o preconceito contra os jogos diminua!

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